TRAGÉDIA ANUNCIADA: EQUINOS COM SUSPEITA DE MORMO SEGUEM PARA MANIFESTAÇÃO NACIONAL CONTRA A DECISÃO DO STF QUE CRIMINALIZOU A VAQUEJADA

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Equino acometido por Mormo

A Agência de Defesa da Agropecuária do Estado do Ceará (ADAGRI) anunciou uma epidemia de Anemia Infecciosa Equina e Mormo em equinos no Estado do Ceará .

A Associação Brasileira de Vaqueiros organizou pelas redes sociais uma movimentação nacional contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que criminalizou a vaquejada.

De acordo com a decisão do Supremo publicada no último dia 17/10/2016 no Diário da Justiça, a regulamentação da vaquejada como atividade cultural e esportiva viola frontalmente o artigo 225 da Constituição Federal que veda a prática de crueldade contra os animais, exatamente por ser intrínseca a esta atividade a violência contra o animal.

A manifestação organizada pela “abvaq” anuncia uma tragédia nacional:

No final de 2015 o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) autorizou que a Agência de Defesa da Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) a realizar eutanásia em cerca de 5 mil equinos (cavalos) a tiros de rifle sanitário em razão de um surto de Anemia Infecciosa Equina e Mormo.  Isso porque há uma epidemia no Estado do Ceará para estas doenças que não tem cura.

A anemia infecciosa equina é uma afecção cosmopolita dos equinos, causada por um RNA vírus do gênero Lentivírus, da família Retrovírus. O vírus, uma vez instalado no organismo do animal, permanece por toda a vida, mesmo quando não manifestar sintomas. É uma doença essencialmente crônica, embora possa se apresentar em fases hiperaguda, aguda e subaguda. Já o mormo é um tipo de zoonose que pode infectar pessoas por meio do contato diário.

A movimentação nacional proporcionará um contato entre os animais sadios e doentes, levando a uma transmissão destas doenças, que pode inclusive ser fatal para o ser humano.

Entenda o problema:

O Ministério Público do Ceará firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (ADAGRI) e outras entidades autorizando a eutanásia dos animais com tiros de rifle. O método escolhido tem algumas motivações: (i) Uma enorme quantidade de animais a serem eutanasiados; (ii) Poucos funcionários tecnicamente habilitado para realizar a eutanásia no método tradicional; (iii) óbices na aquisição de anestésicos.

Segue abaixo um trecho do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) redigido pela 2ª Promotoria do Meio Ambiente.

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Para ler o Termo de Ajustamento de Conduta na íntegra clique AQUI

 

Veterinário cearense que não quis se identificar informou que a doença é transmitida por uma bactéria Burkholderia mallei e a infecção se dá através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como: pús, urina, secreção nasal e fezes. Este agente pode penetrar no organismo pela via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (através de alguma lesão), alcançando a circulação sanguínea, indo alojar-se em alguns órgãos, em especial, nos pulmões e fígado. Esta bactéria possui um período de incubação de aproximadamente 4 dias.

Os empresários de Vaquejada sabem da doença mas a escondem, afirma o Veterinário.

 

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