Artur Bruno
Artur Bruno, Secretário do Meio Ambiente do Estado do Ceará

O desassossego dos ativistas e protetores dos animais que atuam no Parque do Cocó é constante! Imaginem que de sua gestão se observa as mais esdrúxulas e estapafúrdias idéias, senão vejamos:

Em Maio de 2015, quando iniciou o comando da pasta da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará, o ex-deputado Artur Bruno convocou às pressas uma reunião com representantes de entidades protetoras doa animais, afirmando que “há anos recebe reclamações de moradores e usuários do parque que se sentem incomodados com a presença dos gatos.”. Ora senhor Artur Bruno, há anos esses animais são jogados no parque e cuidados por ativistas, que desesperados tentam de um tudo para que filhotes com dias de nascido sejam livrados de esmagamentos, chutes, e outros tipo de crueldade que não citaremos para poupar nossos leitores.

cocó
Filhotes abandonados no Parque do Cocó

Imaginem caros leitores, que há anos os animais “jogados” no Parque são vítimas!  Vítimas do abandono de criminosos (sim, abandonar um animal É CRIME) e vítimas da omissão do Estado, que por obrigação constitucional deveria protegê-los, livrando-os da crueldade – pelo menos é o que deveria saber o ex-deputado e atual Secretário do Meio Ambiente Artur Bruno!

O Sr. Artur Bruno deveria saber o que determina a Constituição Federal a quem está diretamente vinculado e obrigado a seguir:

 Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

Alem de não proteger os animais, o ESTADO NÃO FISCALIZA E NÃO PUNE OS CRIMINOSOS. Sim, quando falo em crime, me refiro ao artigo 32 da Lei 9.605/98 que determina ser passível de detenção:

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Uma das soluções trazidas por um biólogo foi , pasmem os senhores, o controle letal! Imaginem o sobressalto dos ativistas ao ouvirem de um biólogo, trazido pelo Sr. Secretário do Meio Ambiente, que a solução para os animais domésticos, notadamente gatos, abandonados no Parque do Cocó, seria o controle letal. Obviamente que esta idéia estapafúrdia chocou a todos e a reação foi imediata, levando inclusive ativistas de outros Estados a entrarem em contato com o autor da idéia informando que isso era CRIME AMBIENTAL!

O Sr. Artur Bruno é conhecedor do Programa de Proteção Animal que é aplicado em outras cidades e que vem dando ótimos resultados. Fica a pergunta: Porque não aplica no Estado do Ceará?

Não aceitaremos idéias estapafúrdias, como a última vinda de seu assessor direto, o Sr. Paulo Lyra – gestor do Parque- que pretende promover feiras de adoção dos animais nos próprios pontos de abandono. Sr. Artur Bruno, onde os senhores vivem?

Observe que o primeiro passo é coibir o abandono, impedir que ele ocorra! É necessário uma vigilância ostensiva e por 24 horas , impedindo que criminosos abandonem mais e mais animais no Parque.

Só isso é necessário? CLARO QUE NÃO! Controlar a população destes animais é imprescindível. Como? Um programa de castração em massa em parceria com ONG´s, Universidades e voluntários. A população de baixa renda é a grande responsável pelos abandonos. Culpa? Não. Desespero! Essa gente está desesperada.

Um terceiro passo: uma ampla campanha educacional, conscientizando a população a castrar seus animais e impedir o abandono.

Sr. Secretário, o tempo está passando!


 

 

 

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