FOLHA DE SÃO PAULO FOMENTA DISCÓRDIA

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O editorial do Jornal Folha de São Paulo ontem prestou um enorme desserviço à sociedade brasileira.

Publicou um artigo criticando o STF por ter julgado a inconstitucionalidade da lei cearense que tentava regulamentar o evento em que dois homens derrubam um boi em uma arena, para que ele fique com as 4 patas para cima.

Repudiamos veementemente a opinião estampada naquele editorial por fomentar o ódio, a discórdia e a desobediência civil de um julgamento com efeito “erga omnes”, ou seja, com efeito para toda a sociedade brasileira e que inclusive vincula todo o Poder Judiciário e os órgãos da administração pública.

Em resposta, enviamos o email abaixo para o referido jornal:

 

Prezados

Em nome da Associação Brasileira dos Defensores dos Direitos e Bem Estar dos Animais, venho prestar alguns esclarecimentos  :

  • A Lei do Ceará que regulamentava a vaquejada é de 2013.

  • A Procuradoria da República no Ceará, ciente e profunda conhecedora da prática denominada de VAQUEJADA, e também ciente do texto constitucional que veda a crueldade contra os animais, requereu (em linguagem jurídica REPRESENTOU) ao Procurador da República, a interposição de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a dita Lei, já que feria frontalmente a Constituição Federal.

  • Não sei se o editor que escreveu esta matéria sabe, mas no Brasil, vivemos o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, onde TODOS SÃO IGUAIS PERANTE AS LEIS.  E ainda bem, pois caso contrário, viveríamos DITADURAS. Assim, a CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEVE SER RESPEITADA ACIMA DE TUDO.

  • Pois bem, não restou outro caminho ao STF se não julgar esta ADI.  E foi exatamente isso que se sucedeu.

  • Se acaso os “cowboys” como vossas senhoras assim chamam (devem achar bonitinho) não tivessem tido a idéia de fazer com que os deputados estaduais do Ceará votassem e aprovassem uma lei esdrúxula e inconstitucional, provavelmente hoje ainda estaríamos vendo e sofrendo com os animais que após sofrerem estocagem, choques elétricos no curral (antes de entrar na arena), entram correndo na arena (na tentativa de fugir do sofrimento e da dor) , quando dois homens montados em cavalo, o pegam pelo rabo para derrubá-lo entre duas linhas, para que eles fiquem com as 4 patas para cima. Desta “atividade” os animais sofrem faturas e são deixados à mingua a morrer. Esta é a atividade que o STF entendeu ser CRIME AMBIENTAL.

  • Portanto, REPUDIAMOS VEEMENTEMENTE O TEXTO PUBLICADO POR VOSSA SENHORIA, que fomenta o ódio, a revolta, a discórdia entre o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E OS “COWBOYS”, além de enfraquecer ainda mais a credibilidade deste jornal que insiste em fomentar a discórdia entre a sociedade brasileira.

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